quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Reconciliação

Gostei muito de fazer esse mosaico! Ele está bem recheadinho com significados. É a quinta peça da série ‘Cosmovisão’.



O desenho é uma mistura de átomo e galáxia. O átomo, representando desde as menores coisas, a galáxia, as maiores. Com isso quero dizer tudo. Todas as coisas. No centro, o núcleo, o sol, é a Estrela da Manhã. Esse é um nome dado à Jesus na Bíblia. (em Ap 22:16 e 1 Pe 1:19). Estrela brilha e orienta. Manhã é renovo e luz. De manhã, a estrela que surge no horizonte é o sol, que aquece. As coisas giram em torno dele. Assim também é Jesus. Se estamos com a impressão de que ele está girando em torno de nós, é porque estamos com uma perspectiva muito pequena. Nós é que devemos girar ao redor dele, por isso coloquei os espirais dos quatro cantos.
Então, no geral, o desenho mostra que todas as coisas foram redimidas pela estrela da Manhã, desde as menores, até as maiores.  Abraham Kuyper coloca assim: “Não há um único centímetro quadrado, em todos os domínios de nossa existência, sobre os quais Cristo, que é soberano sobre tudo, não clame: É meu!”

Ao fundo do mosaico, como um lembrete de como é que essa redenção aconteceu, podemos ver a forma de Cruz. Foi o resgate da humanidade. O preço pago por nossos erros, para que pudéssemos viver, e não morrer. Assim, nos comprou. Nos comprou de nossa escravidão, para nos libertar. (1Pe 1:18-21, Cl 1:13-20, 1Co 6:20). Agora, redimidos, vivemos para espelhá-lo.



Desejável

Essa é a terceira obra da série Cosmovisão. É com a visão que começa o desejo. Não damos o devido crédito ao poder que tem a visão. Por vezes chamamos os olhos de janelas da alma, mas geralmente pensamos que olhando nos olhos de alguém podemos vislumbrar o íntimo daquela pessoa. Porém o contrário importa mais. Através dos nossos olhos, absorvemos o mundo, o que ocorre a nossa volta, absorvemos beleza, e passamos muitas vezes a desejá-la.
O mosaico aqui mostra o mundo, um fruto desejável. O problema do desejo é que nos leva a decisões parciais. Não absorvemos a totalidade, o contexto maior, como se nossos olhos só conseguissem se focar em um aspecto, e agimos precipitadamente. O mundo não é tudo.
É o que acontece no relato bíblico da queda. Quando o desejo pelo fruto parece obscurecer as consequências drásticas de se afastar daquele que fez o mundo. Tarde demais. Ou será? Mais tarde no relato bíblico, o povo sofre com picadas de cobra, e para serem curados, precisavam olhar para uma serpente pendurada. Com paciência, chega-se a parte do relato em que Jesus afirma para Nicodemos que ele é essa serpente. Tudo que você tem que fazer é olhar para ele. Simplesmente olhar. Deixar se absorver e desejar a coisa certa. Aquele que aparece no início, no meio e no final. E até pra além disso.